terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ama vs Childminder

Hoje ao ver a TVI, o programa da manhã o tema final do programa era como escolher uma ama. Falaram de alguns casos mais mediáticos de maus tratos, algo que choca sempre qualquer pessoa. Por essa razão resolvi escrever um pouco a minha experiência aqui em UK. 

Em Portugal o meu filho andava numa creche, logo aqui queria que ele fizesse o mesmo, e até para o ajudar na integração com outras crianças e na aprendizagem da língua. Fiquei gélida só de ver os preços e horários. Em média geral, na zona onde eu vivo cobram cerca de 5£ à hora, fraldas, creme, toalhitas e almoço não se encontram incluídos. Em média cada creche tem várias sessões: todos os dias da semana, apenas de manhã ou à tarde, ou então escolhemos apenas alguns dias que desejamos. Fazendo as contas se eu colocasse o meu filho na creche nas mesmas modalidades que o tinha em Portugal em média por mês seria umas 700 £. Valor que acho extremamente alto porque tenho sempre em comparação com Portugal. Em termos de actividades, não me posso queixar. São extremamente ricos: desde visitas a zoológico, à polícia, bombeiros, jogos didáticos, canções tradicionais etc. Há ajudas para pagarem os infantários, em regra geral dão-nos 15 horas por semana de forma gratuita, mas a criança tem de ter mais de dois anos, coisa que falta apenas dois meses para acontecer.

Tinha que resolver esta questão do infantário, até que descobri que em UK há umas pessoas que tomam contam dos miúdos em casa, as nossas amas em Portugal, ao qual aqui se chamam childminder. Um pouco mais barato, um ambiente mais familiar e com actividades diferenciadas. Como qualquer mãe, tive receio colocar o meu filho numa estranha. Mas, aqui essas childminders têm avaliações surpresa de um organismo e da própria câmara. Avaliações essas a que temos acesso. É certo é apenas um papel mas acaba por tranquilizar uma mãe. Assinamos contrato com estas pessoas, para estas darem conhecimento à câmara. O contrato fica tudo explicado horários rescisões, preços e férias. Por incrível que pareça a câmara liga aos pais a perguntar a nossa opinião sobre a pessoa que toma conta do nosso filho. Tive a sorte de encontrar uma childminder espectacular, e o meu filho vê-se que a adora. Desengane-se quem pensa que ele fica fechado em casa, nada disso. Todos os dias ela tira fotos das coisas que fizeram. Ou vão ao parque ou vão a grupos que aqui existem específicos para estas childminders levarem os miúdos e assim eles podem jogar futebol, pintar ou cantar.

Para verem o rigor daqui das coisas: o meu filho como qualquer criança ao correr caiu e bateu com a cabeça deixando lá uma marca. Super normal, apesar de estar sempre alerta, uma coisa é acontecer ocasionalmente outra é aparecer regularmente com alguma marca. A childminder explicou-me o que aconteceu, e tive de assinar um papel em que tinha tido conhecimento do acidente, para ela enviar esse papel para a câmara. Estou certa que aqui também existem pessoas a fugirem ao sistema, mas até hoje não tive qualquer razão de queixa e sinto-me segura ao deixar o meu filho. Os pais precisam de trabalhar em contrapartida os nossos filhos precisam de um ambiente inovador e bom para os ajudar a desenvolver, são o nosso mais que tudo! Não é síndrome de emigrante, como eu costumo dizer, mas não será que Portugal neste aspecto não estará muito aquém?

Nenhum comentário:

Postar um comentário