quarta-feira, 16 de abril de 2014

As amizades distantes

Sempre tive a noção, que na minha vida tive muita gente ao meu redor, mas poucas pessoas das quais considero meus amigos. Amigos, daquelas pessoas que podemos contar de olhos fechados e que estão ali sempre à nossa espera acontença o que acontecer. Hoje fiquei triste, magoada e até ressentida. Mais uma amizade (ou possível) se foi embora, sem dar aviso prévio, bateu a porta. As pessoas desiludem-nos, nós acreditamos, entregamo-nos e quando menos se espera lá levantam o seu bilhete de ida sem volta. 

Apesar da distância tento sempre manter o contacto com as pessoas que me são queridas. Hoje em dia, com as novas tecnologias é tudo tão fácil, o que custa uma mensagem só a perguntar se está tudo bem? Mas, quando mandamos diversas mensagens sem retorno, é normal que fiquemos preocupados quando não obtemos resposta, e aí telefonamos. Ora e é aí que o nosso coração ou sossega ou sangra. O meu sangrou, levei com um resmungo do outro lado e uma insinuação que estou na boa vida de emigrante. 

Hoje levo-me a perguntar o porquê? Sou eu, são as pessoas ou é da minha pouca sorte neste âmbito? Faço-me de forte e digo para mim mesma, que o caminho é para a frente e que disto tudo se tiram lições importantes e que não fazemos duas vezes o mesmo erro. Talvez se disser muitas vezes, o meu intímo mude. A distância do nosso país além de todas as outras coisas que sentimos saudades, o que nos falta são as relações, as amizades, o calor das reuniões de pessoas que sempre estiveram connosco. Agora estamos neste processo, encontrar e adaptarmo-nos a novas pessoas e esperemos a novas amizades. :) 
Sejam felizes.

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