domingo, 6 de abril de 2014

Desabafo

Questiono-me diversas vezes se eu estou a ser uma boa mãe... Se faço o correcto, se protejo de mais ou de menos, se devia insistir para ele comer ou não... Ufa! Tanta coisa! Muitas interrogações, muitas dúvidas para quando se quer transformar aquele pequeno ser numa pessoa fantástica, feliz e com bons princípios. Educar é amar e eu amo mais do que nunca este pequeno grande presente que tive quase há dois anos. Com dois anos os famosos "terribel two", já começaram as traquinices, o medir da nossa paciência, o experimentar, desobedecer e outras coisas mais. E como consequência disso apanhei os meus primeiros sustos, há três semanas atrás o meu pequenino partiu o cotovelo. Fiquei apavorada, lá fizemos uma visita ao hospital para depois numa conversa com o médico ele descansou-me e disse que aquilo "É normal, eles pulam, brincam e caem!" Simples as palavras mas explicar isto ao nosso coração de pais é muito complicado... ficamos com a noção de que nada somos, quando aquilo que mais amamos está ali a chorar e a sofrer. 

Hoje foi mais um dia de coração nas mãos, o pequeno petiz a dançar lá caiu (outra vez) e na sua testa lá nasceu um galito...ao falar com a avó ao telefone, como fazemos todos os dias lá lhe contei o que tinha acontecido. E é nestas alturas que me sinto a pessoa mais inútil e pequena do mundo... o comentário que ouvi do outro lado foi "Voçes têm de ter cuidado! Qualquer dia podem tirar-vos a criança! Tantos acidentes!" Ói!! Tirar? Mas isto está tudo louco! E os disparates continuaram "Ontem vi a fotografia que mandaste, tu quando saires com ele à rua coloca-lhe um barruço! Cortaram o cabelo muito curto! Que horror!" Cortamos o cabelo ao pequenito um pouco mais curto que o normal, mas acho que não é o fim do mundo... as minhas respostas a isto lá foi dar uma desculpa e desligar esta chamada rápidamente. E é aqui que me sinto a pior mãe do mundo em que o meu trabalho primordial que é cuidar deste ser não está a ser a 100%! E claro que há sempre comparações com os outros netos, ora porque ele começou a andar com x meses ou a falar e o meu filho foi mais tarde, blá blá. Não sou contra a este tipo de comparações mas há maneiras e maneiras de as dizer.

Hoje foi assim o começo da minha manhã! E sem eu querer este assunto vai ficar insistentemente na minha mente a martelar, até chegar o meu amor mais velho e me abraçar e dizer que estamos a fazer um bom trabalho e que o nosso filho está feliz, que não temos nenhuma cartilha para ler de como educar o nosso filho, mas que temos amor para dar e vender e que somos felizes!

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